Por Leandro Lui

Crise de valores na relação aluno-professor

A relação aluno-professor está, a cada dia, mais abalada e tumultuada e, acaba sendo uma guerra desumana. As salas de aula hoje possuem de 30 a 40 alunos de todas as classes sociais, etnias, partidos políticos e religiões. Os professores têm de conviver com este contexto nos 200 dias letivos: de tentar ensinar quem não quer aprender.

“… infelizmente o comportamento dos alunos degringolou e muito. Os direitos adquiridos pelos alunos com a intenção de melhorar, estão sendo mal interpretados” foi o que revelou a professora Vera Balest. Ela ministra a disciplina de Língua Portuguesa no Colégio Estadual Blau Nunes de Santa Bárbara do Sul.

Quando questionada sobre quais os motivos que estariam levando os alunos a terem comportamentos inadequados, ela coloca a família e poder público como pontos centrais ao indicar que “…estes encarregaram os professores a serem, além de transmissores de conteúdos, a exercerem o cargo de conselheiro, amigos, enfermeiros, mãe, pai e psicólogos”.

A cada ano de eleições, sejam elas municipais estaduais ou federais, tem-se muitas promessas. Os candidatos prometem que melhorias nas várias redes de ensino irão acontecer. Sobre a situação do ensino público do país, Vera Balest relatou que “em termos de comportamento do corpo discente, a situação é caótica” e ainda complementa: “o respeito, direito mínimo de dignidade dos professores, está cada vez mais fora de moda”.

Tal comportamento dos alunos tem refletido na saúde dos professores. O nível, ou seja, a carga de estresse sobre os mestres tem feito com que cada vez mais os profissionais da educação entrem em laudo médico. Por fim, fica a ideia da professora Vera “… acredito que seria necessário cada instituição de ensino contar com um profissional na área da psicologia, pois além de diagnosticar problemas, eles apresentariam soluções”.

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