Category: Arte & Cultura


O dom artístico

Por Mauricio Rebellato

Pinturas, crochês, artesanato, esculturas. Apenas algumas das tantas manifestações artísticas que se encontram por aí. Ter um dom para fazer belíssimas obras de arte parece nascer com a pessoa e com o passar do tempo é cada vez mais aperfeiçoado. Típico de nossa região, o artesanato é muito forte e além de hobby é importante fonte de renda para muitas famílias.

A ibirubense Elisa da Costa após trabalhar por 40 anos na área hospitalar resolveu se dedicar há dois anos à confecção manual de tapetes atoalhados (jogos de banheiro, cozinha, Patchwork e Quilting). “Procurei uma atividade em que pudesse manter o contato com as pessoas e que transmitisse alegria e beleza”, conta Elisa.

Mesmo fazendo verdadeiras obras de arte, o artesanato de Dona Elisa, assim como de muitas outras pessoas da cidade, não é valorizado. “O trabalho manual não é valorizado como deveria, devido aos detalhes que muitas vezes as pessoas desconhecem”, lamenta a artista.

A maior recompensa para Elisa é o trabalho pronto e a satisfação dos clientes.

 

Graciela Lorenzoni se dedica a pinturas em MDF, telas e em gesso. O gosto pelas artes segundo ela se desenvolveu principalmente após conhecer as peças aqui da região. “Sempre gostei e me chamava a atenção os trabalhos manuais, então me arrisquei nas pinturas, me inspirando nas peças artesanais feitas aqui na região”, explica Graciela.

Graciela se dedica as pinturas há mais de três anos.

Não diferente de Elisa Costa, a artista Graciela encontra a realização nas pinturas: “Para mim pintar é uma terapia, esse momento é especial onde esqueço todos os problemas do dia-a-dia”, recomenda Graciela. Abaixo você confere algumas das obras de Graciela:

Por Leandro Lui

Os conteúdos que são ministrados nas escolas são os saberes universais que acabam formando toda uma cultura e, entre eles, a disciplina de Artes. Segundo a professora de artes Ana Christina Utzig Dumoncel – Coordenadora do Departamento Municipal de Cultura ”No contexto escolar, o objeto de estudo da disciplina são os conteúdos específicos contemplados nas diferentes linguagens artísticas, entre elas música, dança, teatro e artes visuais”.

Ana Christina

A avaliação em relação a importância da matéria nem sempre é bem feita pelos alunos e pela comunidade em geral, sobre isso Ana Cristina relata que “o conteúdo de Artes passa a ocupar, gradativamente, um lugar mais central no currículo escolar, pois já possui conteúdo próprio e substancial que exige o mesmo rigor intelectual das ciências exatas e que tem o peso de reprovação também”.

O comportamento desprezível hoje dos alunos em relação ao ensino como um todo, tem sido pauta em todas as reuniões de professores e também tema de vários estudos sobre comportamento. No entanto, o relato da professora vem para nós surpreender, pois a mesma nos coloca que: “atualmente os alunos percebem a disciplina com a importância das demais, pois eles constroem conhecimento, o que antes ainda não acontecia”.

Esse relato é uma surpresa e quando ela é questionada sobre quais métodos que ela tem utilizado para conseguir tal façanha, Ana Christina nos conta que “para que ocorra aprendizagem é imprescindível que haja uma interação do professor com o aluno e do aluno com o professor, ou seja, nas minhas aulas, sempre há espaço para os alunos colocarem suas opiniões, sempre construímos juntos projetos de trabalhos, atividades e ações para serem desenvolvidas”.

Desta forma, concluímos que não basta aprender um conteúdo escolar para obtenção de boas notas e aprovação de ano escolar — embora estas precisem existir no contexto escolar — é primordial ir além disso, ou seja, mostrar que os alunos precisam aprender um conteúdo escolar em função de uma necessidade social e a compreensão e utilização do mesmo.

Nesta direção, o professor da disciplina de Artes necessita de interação continua com os alunos, dar a eles vez e voz, o que só é possível por meio de oficinas e do uso de materiais de apoio e didáticos desenvolvidos e aplicados por professores e profissionais da área.

Por Viviane Lara

Aos 10 anos de idade uma criança iniciava o sonho de ser cantor através da música clássica. Pouco tempo depois por curiosidade Eliandro Araújo sem perceber estava mudando o rumo de sua vida: a droga o acompanhou durante muito tempo adiando o desejo de cantar.

Assim como ele mesmo conta, os últimos sete anos foram os mais intensos da doença e, mesmo consciente do vício, não conseguia controlar a vontade de consumir, “era preciso um milagre para eu sair daquela vida” ressalta. Foi quando uma grave doença nos pulmões afetou sua respiração — entre a vida e a morte Eliandro conseguiu se recuperar e deixar a rotina destrutiva que vinha tendo até então.

Disposto a recuperar a sua vida o ex dependente químico volta ao sonho de menino e grava um cd com suas composições. Confira o depoimento onde ele fala o que a música representa na sua vida.

Por Mauren Sauer

Cordas, Madeiras, Metais. Não, não se trata de uma oficina do tipo: “conserta-se tudo”. O concerto em questão é da Orquestra Sinfônica de Santa Maria, onde se juntaram aos instrumentos de cordas, madeiras e metais, os de percussão e de teclas.

Um espetáculo em comemoração aos 50 anos da Universidade Federal de SANTA Maria (UFSM), promovida pela UFSM/CENORS e Secretaria de Cultura, Desporto e Turismo, levou ao Centro Cultural verdadeiros apreciadores da boa musica. Proporcionando à comunidade palmeirense, grandes eventos no final deste mês de novembro, durante toda uma semana de comemoração.

Iniciando com apresentação do cantor Antônio Cardoso, numa parceria com a Paróquia Santo Antônio e a Câmara de Vereadores. Depois foi o Show com Mulheres Pampeanas, grande presença do público. E para fechar em grande estilo, a apresentação da Orquestra Sinfônica, regida pelo Maestro Enio Guerra; 45músicos apresentaram obras clássicas e também do folclore gaúcho, para aproximadamente 450 pessoas, em um show que ultrapassou a estimativa de tempo e que prendeu a atenção até mesmo das crianças, que costumávamos ver correndo pelos corredores.

O Secretario Municipal da Cultura Leonardo Rodrigues atesta “Estamos satisfeitos com o resultado e esperamos nos próximos anos organizar novamente e efetivar como uma Semana Cultural à Palmeira das Missões, e que os outros municípios também possam incluir este projeto de cultura”. Cabe enaltecer além da iniciativa, o fato dos ingressos serem gratuitos, o que fez com que grande número de pessoas pudesse prestigiar os eventos.

Por Daniela Lisboa

Tradicionalistas de Santa Bárbara do Sul, irão realizar de 2 a 4 de dezembro, a 1ª Cavalgada Religiosa “Um abraço à Santa Bárbara”. Os cavalarianos irão percorrer um roteiro de 93 quilômetros. De acordo com o organizador do evento, Vitor Simão Lírio, o roteiro terá início no dia 2 de dezembro às 7h30min, no Monumento à Santa Bárbara, em direção à comunidade de Fazenda Itaíba, seguindo até a localidade de Pinheirinho, onde os participantes pernoitam.

No dia 3 de dezembro a Cavalgada segue em direção a São Manoel, após o almoço seguem em direção a Linha Encarnação. No dia 4 de dezembro, feriado em Santa Bárbara do Sul, os cavalarianos seguem até o Km 5 e retornam ao monumento de Santa Bárbara do Sul.

De acordo com o organizador Vitor Lírio, o evento será de fé e reflexão, aliados ao cultivo das tradições do Rio Grande do Sul. “Sem dúvida, é uma ação que será bem aceita pela comunidade e região que, com certeza, participará de mais este evento de fé”, destaca Lírio. Cavalarianos da região também poderão participar.

– palestra sobre literatura no contexto escolar reacende discussão sobre preconceito –

Por Bruna Castro

O Seminário da Consciência Negra, promovido pelo Centro de Ciências Humanas e Comunicação da Universidade de Cruz Alta, desde o seu início na noite da última terça-feira, 16, vem suscitando importantes discussões sobre a história da população negra e suas relações com a sociedade brasileira. Uma delas, a questão literária, foi enfocada na palestra de abertura do evento pela Profª Dra. Maria Rita Py Dutra, do Museu Treze de Maio, de Santa Maria. A estudiosa comentou o fato de, por muito tempo, o negro ter sido retratado de forma pouco gloriosa nas palavras de escritores como Aluísio de Azevedo e Monteiro Lobato, por exemplo.

Dessa forma, segundo ela, tornou-se muito difícil o processo de afirmação da autoestima dos afrodescendentes, ao longo dos tempos, no Brasil: “As mudanças sociais são influenciadas pelo conhecimento. Como esses livros são lidos pelos estudantes desde o começo da vida escolar, torna-se difícil que eles tenham uma visão menos negativa da inserção do negro em suas relações”, explica. Para ela, trata-se de um ônus histórico e que merece ser reavaliado, a fim de tornar o ato de ensino da literatura, um meio de pensar com consciência.

Para a aluna Gabriela Jung, do 4º semestre de Publicidade e Propaganda, é muito pertinente a iniciativa da Unicruz, uma vez que propicia reflexões maduras acerca da questão étnica: “Sempre é bom avaliar alguns aspectos”, destaca.

COMPROMISSO DA UNICRUZ COM A COMUNIDADE NEGRA É DESTACADO

Profa. Elizabeth fala sobre a importância do evento para a comunidade acadêmica

A reitora da instituição, professora Elizabeth Dornelles, durante a abertura oficial da programação, salientou o papel da Universidade – que é uma das poucas a organizar eventos semelhantes – na discussão da história e de compromissos futuros a serem firmados com a população negra, tentando saldar uma dívida de toda a sociedade: “Este evento faz parte dos muitos compromissos firmados com os afro-brasileiros e merece a adesão de todos”, diz.

Acústico no museu

Por Lucas Padilha

Confira entrevista sobre o Museu Érico Veríssimo:

Por Isabele Lopes
Rossano Viero Cavalari, 50 anos, é natural de Santiago. Reside em Cruz Alta desde a década de 70. É pesquisador, escritor, compositor e filatelista. De 2005 a 2008 foi Secretário de Cultura de Cruz Alta e atualmente é Diretor do Museu Erico Veríssimo.

FILATELIA
“Em 1986 eu elaborei um ensaio na espécie de um livro que circulou internamente em algumas agências de correio, que foi um manual de filatelia que é outra paixão da minha vida que é colecionar selos postais. Entrando a fundo no contexto da filatelia mundial a noção de história se abre principalmente no que diz respeito no processo ideológico dos países.que estampam através dos selos o que eles querem que sejam vistos pelos outros países. Obviamente a filatelia foi que me despertou esse caminho da pesquisa”, Rossano Cavalari.

Abaixo, segue link para o boletim de Isabeli Lopes sobre o assunto:

230559-filatelia