Category: Educação


Por Isabeli Lopes

Com o objetivo de criar mais oportunidades para os jovens cruz-altenses, o Vereador José Reis, líder da bancada do PDT, propôs um Pedido de Comissão Especial para estudar e emitir parecer sobre a possibilidade de construção e implantação de Escola Profissionalizante no Município de Cruz Alta. A Comissão deve ser composta por um Vereador de cada partido. De acordo com José Reis esta Comissão é de extrema necessidade para o município, tendo em vista a implantação de uma Escola Técnica Profissionalizante que oferece oportunidades para todos e, principalmente, para os jovens da cidade, proporcionando-lhes condições de trabalho e renda.

“A implantação de uma Escola Técnica Profissionalizante certamente qualificará a mão-de-obra disponível em Cruz Alta, viabilizando ainda a criação de novos postos de trabalho – que inclusive será determinante para a redução do êxodo de nossa juventude”, explica o Vereador.

Para ele, com essas condições Cruz Alta será um centro de referência de mão-de-obra qualificada que possibilitará conquistas para a juventude, além de evitar que as empresas que se instalam em nossa cidade esbarrem na falta de qualificação de nossos jovens trabalhadores, buscando mão-de-obra em outras cidades e até em outros estados.

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A linguagem num país colonizado por diferentes povos e etnias

Por Abel Ellwanger

A linguagem é tão antiga quanto a sociedade, ela sempre teve um sentido, um significado, mas está extremamente ligada ao contexto social. No Brasil a utilização da língua é diferente segundo as classes sociais; geralmente nas escolas a linguagem é determinada a partir da realidade social do professor, mesmo que ele tenha alunos de classes socialmente menos privilegiadas, não há uma preocupação com essa diferença. Nestes casos os alunos de classe média baixa que tem alguma dificuldade e não contam com um tratamento diferenciado são excluídos e prejudicados, pois em muitas circunstâncias acabam inibido-o, por vergonha, de fazer errado.

A colonização no país trouxe inúmeras línguas que se massificaram e foram se dividindo conforme os estados e suas regiões. O livro Linguagem Escravizada aborda alguns termos entre falar “bem” ou falar bonito e ser “culto”. Os autores mostram igualmente que praticar o padrão considerado culto da língua pode também assumir o sentido de não pertencer e separar-se das classes subalternizadas. Segundo o autor Mário Maestri “Os Membros emergentes das classes desfavorecidas sempre puderam se incorporar às chamadas elites, desde que renegassem suas raízes sociais, ideológicas e lingüísticas”.

Uma das exigências do mundo globalizado é a existência de uma língua globalizada. Serve de exemplo, a reforma ortográfica estabelecida no idioma português, que praticamente unifica as normas escritas dos países que falam o idioma. Os padrões linguísticos adotados hoje, determinam a visão da classe dominante. A relação de poder no que diz respeito à língua não deveria influenciar na estrutura de uma linguagem que usa o nome da sua língua padrão como português de Portugal. E por que não usar o português do Brasil já que existem algumas diferenças na fala, afinal o cientifico é sempre o mesmo e a maior mudança está propriamente na fala?

Entretanto podemos afirmar que no Brasil temos um padrão linguístico, mas junto a este padrão vem o preconceito entre as diferentes classes sociais. A língua que se fala na favela, por exemplo, é diferente nas classes média e média alta, diferença esta que começa na escola. Muitos autores fazem estudos e publicam livros sobre a linguagem, mas praticamente todos se referem a ela na escrita, esquecendo da linguagem falada, pois primeiro aprendemos a falar e depois a escrever.

Por Leandro Lui

Cada vez mais prima-se pela qualidade do ensino nas escolas. Elas acabaram assumido muito mais do que o simples papel de instituições de ensino e passaram a também exercer o papel de psicólogos, pais, mães e amigos . A cidade de Santa Bárbara do Sul possui apenas uma escola de ensino médio. O colégio Estadual Blau Nunes, hoje com 48 anos, presta importantes serviços à comunidade santa-barbarense e de toda região.

A instituição tem neste ano 644 alunos divididos nos turnos matinal, vespertino e noturno. A maior concentração ocorre no turno da manhã onde 364 alunos estão matriculados. No turno da tarde o número de alunos chega a 192 e, por fim, o noturno abriga 88 alunos. Um fato curioso é que cerca de 75% dos alunos matriculados a noite trabalham durante o dia.

Escola Blau Nunes


Ainda em relação ao turno da noite outro fato a constatar é que por trabalharem durante o dia estes alunos recebem uma atenção ou um cuidado especial. O ensino acaba não sendo tão puxado e acabam não recebendo muitos trabalhos para fazer em casa devido à pouca disponibilidade de tempo.

A responsável por comandar a instituição é a professora Jussara Barbosa dos Santos atual diretora. O colégio conta hoje com um quadro bem expressivo de professores, são 41 docentes divididos nos três turnos.

Com a chegada do final do ano, a procura de pais em busca de vagas para seus filhos junto ao Blau Nunes é muito grande. Pensando nisso a escola programou um sistema de matriculas on-line que pode ser efetuado pelo site http://www.seduc.rs.gov.br. O aluno se matricula pelo site e depois realiza a inscrição presencial.


Por Viviane Lara

A dislexia é uma doença que interfere no modo de aprendizagem, no jeito tradicional de se aprender as letras do alfabeto e os números. Pessoas com esse distúrbio não conseguem entender como as vogais e as consoantes se encaixam para formar uma palavra. As letras parecem estar dançando no meio da página.

A dificuldade para distinguir os símbolos gráficos pode acontecer de duas formas a Dislexia Adquirida (quando acontece algum acidente que ocasiona uma alteração cerebral ) ou, a Dislexia de Evolução (acontece quando a criança já nasce com esse transtorno) — ambas não possuem cura. Segundo a psicopedagoga Fátima Costa não existe nenhum estudo que comprove a causa do distúrbio, apenas hipóteses de que na mesma família mais de uma pessoa possa ter a doença.

Mesmo com todas as dificuldades nada impossibilita o disléxico de garantir o caminho acadêmico, considerando que outras habilidade para aprender são desenvolvidas. A memória consegue gravar o desenho das palavras e ao ler, o estudante com dificuldade vai lembrar do que se trata, mas para associação de letras e sons, mesmo com alguém falando quais são as letras para concluir a palavra, ele não vai conseguir reproduzir através das formas gráficas.

A psicopedagoga destaca que esse grupo possui uma capacidade intelectual acima da média, “existem outros fatores que fazem com que a função cognitiva seja bloqueada, no entanto, o disléxico é tão inteligente que consegue burlar esse problema, por exemplo: se em uma sala de aula a professora der um texto e dois alunos lerem antes da criança com distúrbio ele vai conseguir ler por que ele conseguiu decorar”.

Com acompanhamento de um profissional a criança ou adolescente com o problema, pode com o tempo até mesmo ler um livro, mas nunca vai deixar de ser um mau leitor.A capacidade criativa ajuda no dia-a-dia e possibilita que essas pessoas tenahm uma vida normal.

Por Bruna Castro

Localizada no coração de Viamão, a fazenda Quinta da Estância Grande foi, antes de tudo, fruto de uma tentativa de inovar quanto ao aprendizado de temas rurais e ecológicos para crianças e adolescentes. Sônia Goelzer, educadora e idealizadora do projeto, conta que sempre buscou formas atrativas de trabalhar conteúdos durante suas aulas. Logo, em 1992, a ideia já estava lançada e começou a ganhar contornos: desenvolver práticas pedagógicas em um ambiente que propiciasse conhecimento sobre questões ambientais e áreas preservadas para um turismo ecológico de qualidade.

Fabrício comemora o sucesso das atividades, que têm grande apelo junto às escolas do estado.

O biólogo Fabrício Bonfiglio, que é um dos monitores do local e trabalha lá desde setembro de 2007, explica que o processo de seu trabalho se apoia muito no fato de ele gostar de trabalhar com crianças e de ser um apaixonado pela natureza: “Aqui, consigo, de modo fácil e prático, passar uma ideia bacana de consciência ambiental para os visitantes”, diz. Para ele, trata-se de uma proposta de contato direto com a realidade das relações da natureza com os seres vivos: “A garotada vê na Quinta, tudo que aprende na sala de aula, de um modo dinâmico e proveitoso, principalmente, se levarmos em conta que, com o avanço das cidades, esses momentos de proximidade com o verde estão cada vez mais raros”, observa.

Hoje, a fazenda, que é única do segmento no estado, conta com 42 monitores/professores cadastrados, todos formados e desempenhando funções específicas. Só no ano de 2009, recebeu grupos vindos, além do estado, de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Distrito Federal e até do Uruguai – um total estimado em mais de 60 mil pessoas.

Escola de Cruz Alta conferiu as instalações da Quinta – Recentemente, a escola cruz-altense Arnaldo Ballvé esteve em Viamão e pôde tirar suas próprias conclusões sobre a fazenda mais querida do estado.

Estive junto com o pessoal, que viajou cerca de cinco horas de ônibus, até se esbaldar nas águas e ares do complexo – que, além de abrigar diversos animais em extinção, como uma ilustre família de bugios, e convidar à belíssimas trilhas mata adentro, também é palco da prática de esportes radicais e de várias outras atividades saudáveis.

Para a professora e diretora do colégio Aline Roese, levá-los a conhecer a fazenda foi um fator de estímulo ao aumento da consciência ambiental, pois estudantes têm a obrigação de assimilar com racionalidade o mundo em que vivem: “Isso aqui é muito bonito e merece ser prestigiado”, enfatiza.

Alunos puderam testar seus conhecimentos efetivamente – Olhos curiosos e um pouco receosos, afinal, não é toda hora que se vê um ofídio ser tratado com tanta indiferença. Enrolada à mão do biólogo Fabrício, a serpente, mais conhecida como cobra do milho, é observada por cerca de 30 crianças e algumas mães, sedentas por ouvirem que o animal é isento de peçonha.

Crianças fazem a festa aproveitando a serenidade do folclórico Alfredo, a cobra de estimação antes temida.

São feitas algumas perguntas clássicas sobre répteis e aí os pequenos podem, de fato, mostrar se estão aproveitando bem as aulas de biologia. O monitor, após receber algumas informações desencontradas, finalmente, esclarece não haver perigo nenhum e os convida a tocarem o bicho – um singelo prêmio por terem escutado tão compenetrados sua explanação sobre alguns temas inerentes ao mundo das temidas serpentes.

 

lunos em plena forma física, na travessia do percurso de obstáculos, suspensos no ar.

Desafio a falante Gabriela Murini, de 11 anos,  a pegá-la sem medo. Ela, de imediato, observa que o perigo de um possível ataque já foi descartado: “O moço já explicou, Bruna”. Depois dessa prova de coragem, me afasto e observo de longe, a alegria dos espertos na empreitada – já que eu não sou mais estudante e posso me dar ao luxo de confessar que fiquei apavorada só com a hipótese de chegar perto daquela criatura rastejante.

Ler para viver melhor

Por Mauren Sauer

As ações do projeto Ler para Viver Melhor, desenvolvido desde 2009 pelo professor Cláudio Roberto da Silva Mineiro, Coordenador Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação têm por objetivo promover a integração de pesquisadores, professores e acadêmicos, com o intuito de discutir a questão da leitura em diferentes áreas do conhecimento, além de abordar metodologias de trabalho e estratégias inovadoras, focalizando a leitura, a aquisição e o desenvolvimento da linguagem, em diferentes práticas discursivas em prol do ensino e leitura as crianças de séries iniciais.

A Secretária Municipal de Educação de Palmeira das Missões Maria Andréia Nerling comenta este grande projeto: “Desencadeando maiores reflexões teóricas sobre a função da leitura e o seu valor em diferentes grupos culturais. Acompanhado de práticas/estratégias de leitura realizadas a partir de metodologias que, embora simples, são inovadoras e estão dando certo em toda a Rede Municipal de Educação. Portanto, vimos que o livro é um ótimo recurso, como uma extensão da memória e da imaginação!”

Segundo ela o principal objetivo foi desenvolver o gosto, o prazer e o hábito da leitura em suas diversas formas: nas oficinas lúdicas e recreativas, os educados tiveram a oportunidade de criarem dramatizações e construírem pequenos teatros, e também conheceram, interpretaram e se identificaram com diferentes personagens e com as emoções vividas por eles, descobrindo também seus próprios sentimentos.

A Rede Municipal de Educação adotou este projeto, estimulado pelo Ministério da Cultura, que buscou esta iniciativa das escolas públicas da Rússia.

O terror do bullying

Por Lucas Padilha

Pais e professores estão atentos ao bullying, um tema que é motivo de extrema preocupação. O assunto deixou de ser um mito e está cada vez mais frequente nas discussões de professores tanto da rede pública de ensino, quanto de escolas particulares. Prevenir a prática, desvendar a origem do comportamento violento e verificar as conseqüências para quem sofre são uns dos grandes desafios que permeiam o bullying. Mas afinal, o que é isso?
Bully pode ser traduzido como desordeiro ou mais, popularmente, “valentão”. Logo, bullying nada mais é que o ato de molestar, agredir ou expor a humilhações um indivíduo, aparentemente, incapaz de se defender. Muitos casos são encarados como brincadeiras entre os jovens, algo natural, típico da idade infantil, mas o que intriga os especialistas são os resultados que agressões físicas e psicológicas vêm trazendo às vítimas. “O alvo de Bullying apresenta sintomas que podem se transformar em distúrbios, como agressividade, depressão, dificuldade de relacionamento com outras pessoas e, em casos extremos, podendo levar ao suicídio”, alerta a psicopedagoga Fátima Costa.
Um dos casos mais famosos é o do sul-coreano Cho Seung-Hui, de 23 anos, que era alvo de discriminações na Universidade Técnica de Virgínia e acabou matando 32 pessoas, antes de dar fim à própria vida. “Morri como Jesus, para inspirar fracos e indefesos”, desabafava Cho em um vídeo produzido às vésperas do massacre e veiculado pela rede de TV americana NBC. Em Ijuí, um adolescente de 15 anos foi notícia em todo o país após ser atacado por socos e pontapés. Um dos agressores gravou toda a ação com uma câmera de celular e enviou para a vítima como forma de intimação – fato que levou o jovem a trocar de escola.
Para evitar que casos graves sejam registrados em Cruz Alta, o conselho tutelar trabalha na prevenção desse mal. A coordenadora do órgão, Gabriela Viegas, explica os procedimentos, quando há denúncias de violência envolvendo crianças e adolescentes: “Quando, além de constantes, as denúncias se dão envolvendo os mesmos participantes, buscamos conversar com a vítima, com o agressor e com os responsáveis de ambas as partes. Agimos de forma preventiva, e não punitiva”, explica.

Vídeo-game e Internet: uma mistura perigosa
Jogos eletrônicos, cujos temas são brigas de rua ou similares podem ser um dos principais incentivadores de comportamentos agressivos. Fátima comenta que a realidade dos games atuais desperta a imaginação dos jovens. “O adolescente está em um período de fantasias, então ele tem uma capacidade de abstração muito grande. A atenção dele se volta a sonhos, utopias, situações impossíveis. Assim ele passa a viver aquele personagem do jogo eletrônico”, ilustra. Fica o alerta: nem sempre estar em casa é sinônimo de total segurança para os jovens.

Por Daniela Lisboa

Inicia na próxima quarta-feira, 21 de outubro a 5ª Edição da Feira das Profissões da Universidade de Cruz Alta. A feira apresenta os cursos e as atividades desenvolvidas na Unicruz a alunos do ensino médio e de cursos pré-vestibular como forma de auxiliá-los na escolha profissional.
A Feira acontece de 20 a 21 de outubro de 2010 no Campus Universitário, durante os períodos da manhã e noite. O evento tem como objetivo orientar os estudantes do último ano do ensino médio, tirando dúvidas, dando orientação e oferecendo informações que possam ajudá-los na escolha de sua profissão.
Durante toda a feira, os visitantes, além de conhecer toda estrutura do Campus, terão a oportunidade do contato com o dia-a-dia de um ambiente universitário. A programação oferece aos visitantes diferentes opções em atividades e oficinas dentro dos cursos. Os visitantes podem se inscrever em atividades, visitas e oficinas dentro da programação dos Centros de Ciências Agrárias, Exatas e da Terra, Centro de Ciências da Saúde, Centro de Ciências Sociais e Aplicadas e Centro de Ciências Humanas e da Comunicação.
Durante os dois dias, os participantes poderão visitar os estantes dos cursos, conhecerem as unidades de ensino e pesquisa, visitar o espaço vestibular e fazer o teste vocacional.