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Por Leandro Lui

Cada vez mais prima-se pela qualidade do ensino nas escolas. Elas acabaram assumido muito mais do que o simples papel de instituições de ensino e passaram a também exercer o papel de psicólogos, pais, mães e amigos . A cidade de Santa Bárbara do Sul possui apenas uma escola de ensino médio. O colégio Estadual Blau Nunes, hoje com 48 anos, presta importantes serviços à comunidade santa-barbarense e de toda região.

A instituição tem neste ano 644 alunos divididos nos turnos matinal, vespertino e noturno. A maior concentração ocorre no turno da manhã onde 364 alunos estão matriculados. No turno da tarde o número de alunos chega a 192 e, por fim, o noturno abriga 88 alunos. Um fato curioso é que cerca de 75% dos alunos matriculados a noite trabalham durante o dia.

Escola Blau Nunes


Ainda em relação ao turno da noite outro fato a constatar é que por trabalharem durante o dia estes alunos recebem uma atenção ou um cuidado especial. O ensino acaba não sendo tão puxado e acabam não recebendo muitos trabalhos para fazer em casa devido à pouca disponibilidade de tempo.

A responsável por comandar a instituição é a professora Jussara Barbosa dos Santos atual diretora. O colégio conta hoje com um quadro bem expressivo de professores, são 41 docentes divididos nos três turnos.

Com a chegada do final do ano, a procura de pais em busca de vagas para seus filhos junto ao Blau Nunes é muito grande. Pensando nisso a escola programou um sistema de matriculas on-line que pode ser efetuado pelo site http://www.seduc.rs.gov.br. O aluno se matricula pelo site e depois realiza a inscrição presencial.


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Por Leandro Lui

Os conteúdos que são ministrados nas escolas são os saberes universais que acabam formando toda uma cultura e, entre eles, a disciplina de Artes. Segundo a professora de artes Ana Christina Utzig Dumoncel – Coordenadora do Departamento Municipal de Cultura ”No contexto escolar, o objeto de estudo da disciplina são os conteúdos específicos contemplados nas diferentes linguagens artísticas, entre elas música, dança, teatro e artes visuais”.

Ana Christina

A avaliação em relação a importância da matéria nem sempre é bem feita pelos alunos e pela comunidade em geral, sobre isso Ana Cristina relata que “o conteúdo de Artes passa a ocupar, gradativamente, um lugar mais central no currículo escolar, pois já possui conteúdo próprio e substancial que exige o mesmo rigor intelectual das ciências exatas e que tem o peso de reprovação também”.

O comportamento desprezível hoje dos alunos em relação ao ensino como um todo, tem sido pauta em todas as reuniões de professores e também tema de vários estudos sobre comportamento. No entanto, o relato da professora vem para nós surpreender, pois a mesma nos coloca que: “atualmente os alunos percebem a disciplina com a importância das demais, pois eles constroem conhecimento, o que antes ainda não acontecia”.

Esse relato é uma surpresa e quando ela é questionada sobre quais métodos que ela tem utilizado para conseguir tal façanha, Ana Christina nos conta que “para que ocorra aprendizagem é imprescindível que haja uma interação do professor com o aluno e do aluno com o professor, ou seja, nas minhas aulas, sempre há espaço para os alunos colocarem suas opiniões, sempre construímos juntos projetos de trabalhos, atividades e ações para serem desenvolvidas”.

Desta forma, concluímos que não basta aprender um conteúdo escolar para obtenção de boas notas e aprovação de ano escolar — embora estas precisem existir no contexto escolar — é primordial ir além disso, ou seja, mostrar que os alunos precisam aprender um conteúdo escolar em função de uma necessidade social e a compreensão e utilização do mesmo.

Nesta direção, o professor da disciplina de Artes necessita de interação continua com os alunos, dar a eles vez e voz, o que só é possível por meio de oficinas e do uso de materiais de apoio e didáticos desenvolvidos e aplicados por professores e profissionais da área.

Por Leandro Lui

Conceituar responsabilidade social seria dizer que ela “… diz respeito ao cumprimento dos deveres e obrigações dos indivíduos e empresas para com a sociedade em geral” (Wikipédia)…

Porém, a professora e atual diretora do Colégio Estadual Blau Nunes de Santa Bárbara do Sul Jussara Barbosa dos Santos, define responsabilidade social como “a que transforma o mundo, tem o mundo nas mãos e essa transformação só acontecerá através da educação…”

Professora Jussara acredita na mudança a partir educação nas séries iniciais

Quando se fala em responsabilidade social logo se pensa em doar sangue, plantar árvores, não jogar lixo no meio ambiente e que tudo isso esteja inserido em nossa mente, já que todo mundo sabe mas ninguém faz. Para que possamos conscientizar as pessoas que a mesma não é só isso, é necessário que se inicie nas escolas, desde o ensino fundamental, a mostrar desde cedo que a valorização do processo educacional do conhecimento, do trabalho, da reciprocidade dos valores (ética, amor, responsabilidade, tolerância, respeito, compreensão e equilíbrio), e que a transformação de um mundo e de uma sociedade ainda melhor é possível.

A escola mostra e os alunos fazem. É através das atitudes e dos exemplos do dia-a-dia, nas coisas mais simples integrando a teoria e a prática que a Diretora Jussara procura passar os valores necessários para que os seus alunos e toda comunidade escolar possam também desenvolver em si um espírito fraterno, acolhedor de responsalibidade social de “saber ouvir e saber olhar o outro como um irmão”.

O colégio Blau Nunes realiza atividades no sentido da valorização integral do ser humano. Faz isso através de um trabalho coletivo, integrado, com o mesmo objetivo: o crescimento, a realização e a felicidade de toda comunidade escolar. Cada um fazendo a sua parte, contribuindo para o sucesso de todos. Sobre isso a Diretora diz que “ Trabalhar e valorizar o ser humano de verdade é a nossa missão enquanto escola que valoriza a questão dos valores acima de tudo.”

Além do projeto Valores já desenvolvido na escola, a mesma também desenvolve o projeto Solidariedade e participa de demais programas e ações organizadas por outras instituições, a nível de município, estado e até a âmbito federal. E pensando num futuro não muito distante além de dar continuidade aos projetos citados também trabalhar de forma efetiva a questão da prevenção da gravidez na adolescência sendo esta uma problemática na escola atualmente.
Pelo fato de a “gravidez na adolescência” tratar-se de saúde pública o Colégio Blau Nunes juntamente com as secretarias municipal de saúde e educação, está elaborando um projeto para trabalhar esta questão o quanto antes, com o intuito de diminuir este índice de meninas grávidas, com ações preventivas e conscientes.

Por fim a diretora Jussara diz que “viver é ter a humildade de se explicar; a capacidade de compreender, de aceitar a diversidade, de estabelecer laços com os outros. É não perder nunca a esperança de realizar sonhos, os nossos e os da sociedade. Nossa inteligência nos faz planejadores, grandes estrategistas do destino da humanidade”.

– Estudo aponta papel decisivo da rede na passagem da maturidade –

Por Bruna Castro

A Internet, definitivamente, chegou para ficar na vida dos jovens brasileiros. Um recente estudo desenvolvido pelo Portal Educacional revelou dados interessantes a respeito: 99% dos entrevistados, entre 13 e 17 anos, têm computador em casa e 55% destes conectam-se diariamente. Diante desta realidade, o projeto “Este jovem brasileiro”, que está na 6ª edição, buscou compreender o comportamento da juventude e refletir sobre assuntos cruciais à vida dos jovens.

Para isso, eles responderam, anonimamente, um questionário on-line referente a hábitos de uso da Web. Segundo o idealizador da pesquisa, o renomado psiquiatra Jairo Bauer, em entrevista ao jornal Correio do Povo, a rede exige uma série de cuidados e limites que não estão muito claros nem para os próprios jovens. Entretanto, para ele, não é o caso de controlar a vida dos jovens frente ao computador, mas sim de mostrar os riscos que existem.

A opinião do médico é partilhada pela pedagoga Michele da Rocha, que considera fundamental que os próprios jovens aprendam a criar filtros e a lidar com as diversas situações vividas na Internet de forma segura e responsável: “Trata-se de uma linha tênue, que separa atitudes maduras de fatores que possam comprometer a vivência dos adolescentes”, explica.

Jovens pautam suas vidas pelos acontecimentos da Web

A estudante Daniele Macuglia, de 15 anos, considera muito válida a iniciativa de pesquisar os hábitos virtuais dos jovens, principalmente, pois, “a partir disso, é possível encontrar uma harmonia até mesmo com os pais dentro de casa”. O projeto, realizado anualmente, trata de temas como família, valores, sexualidade e álcool – inerentes à passagem da maturidade – e ouviu, nessa edição, 10,5 mil alunos, de 75 escolas particulares de todo o país.

ALGUNS DADOS INTERESSANTES
Entre os participantes, 50% têm computador no quarto, 40% utilizam a Internet de duas a quatro horas por dia durante a semana; e 15% ficam conectados mais de oito horas.
20% dos pesquisados avaliam que usam a Internet acima do normal ou se acham dependentes.
17% enfrentam conflitos com os pais por causa do excesso de uso.
60% já usaram a Web como forma de conhecer pessoas; e 27% usaram as redes sociais para isso.
38% já fizeram, na Internet, amigos que trouxeram para a vida real; e 25% já “ficaram” com pessoas conhecidas por meio da rede.
7% dos pesquisados colocaram fotos ou filmes ousados na rede.

Por Leandro Lui

Crise de valores na relação aluno-professor

A relação aluno-professor está, a cada dia, mais abalada e tumultuada e, acaba sendo uma guerra desumana. As salas de aula hoje possuem de 30 a 40 alunos de todas as classes sociais, etnias, partidos políticos e religiões. Os professores têm de conviver com este contexto nos 200 dias letivos: de tentar ensinar quem não quer aprender.

“… infelizmente o comportamento dos alunos degringolou e muito. Os direitos adquiridos pelos alunos com a intenção de melhorar, estão sendo mal interpretados” foi o que revelou a professora Vera Balest. Ela ministra a disciplina de Língua Portuguesa no Colégio Estadual Blau Nunes de Santa Bárbara do Sul.

Quando questionada sobre quais os motivos que estariam levando os alunos a terem comportamentos inadequados, ela coloca a família e poder público como pontos centrais ao indicar que “…estes encarregaram os professores a serem, além de transmissores de conteúdos, a exercerem o cargo de conselheiro, amigos, enfermeiros, mãe, pai e psicólogos”.

A cada ano de eleições, sejam elas municipais estaduais ou federais, tem-se muitas promessas. Os candidatos prometem que melhorias nas várias redes de ensino irão acontecer. Sobre a situação do ensino público do país, Vera Balest relatou que “em termos de comportamento do corpo discente, a situação é caótica” e ainda complementa: “o respeito, direito mínimo de dignidade dos professores, está cada vez mais fora de moda”.

Tal comportamento dos alunos tem refletido na saúde dos professores. O nível, ou seja, a carga de estresse sobre os mestres tem feito com que cada vez mais os profissionais da educação entrem em laudo médico. Por fim, fica a ideia da professora Vera “… acredito que seria necessário cada instituição de ensino contar com um profissional na área da psicologia, pois além de diagnosticar problemas, eles apresentariam soluções”.