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Por Mauren Sauer

“Uma profissão com pouco prestigio, esquecida e desvalorizada. Alunos iludidos e jornalistas sem ética. Uma profissão que pode ser exercida em qualquer boteco”. A mesa abarrotada de trabalho. São folhas brancas, dicionário, um copo sujo de café e bilhetes de reuniões colados na tela do computador. E-mails para mandar e pautas a serem feitas… Desse ângulo não parece ser tão fácil ou, parece?

Esse mundo fantástico prometido pela mídia é “manipulador”, tanto quanto a faculdade diz transformar seres mortais em formadores de opinião. Já tentou opinar fora da linha editorial? Você já deve assim como eu, conhecer alguns que tentaram dar uma de revolucionário “sem causa”. Resultado: entrou na mesma situação de milhares de brasileiros que aumentam a lista de desempregados ou, foi para o concorrente.

“Ser jornalista é o máximo. Dá pra escrever e falar o que se pensa, ter acesso a lugares que os cidadãos normais não tem”- todos já pensaram, isso na infância. Essa historia de que profissional da comunicação com habilitação em Jornalismo pode opinar sobre todos os assuntos só existe no conto de fadas do jornalismo independente – apenas entre nós – mas jornalismo independente é como acreditar que os políticos vão cumprir o que prometem.

Para que serve jornalista? Para informar a massa sobre o que nem ele acredita. O povo ,por sua vez, nos tem como fonte segura e confiável. “Tu viu só o que a RBS, Zero Hora, Correio do povo noticiou hoje?”, afirmam. E no futuro-presente estamos nós, sentados em frente a um computador digitando palavras incomuns para compor uma noticia do cotidiano. Ficamos com os olhos esbugalhados, com dor nas costas, dentes pretos (efeitos do café), resmungões e ganhando uma miséria.

É uma profissão de equilíbrio emocional. Uma questão de redundância diária. Ser jornalista é saber lidar com a escolha do regime capitalista. Noticiar as greves das diversas categorias que se opõe ao salário baixo, dar o maior apoio à manifestação, mas se esquecer que também ganha pouco e não faz nada por isso.

Se o jornalista fosse tão inteligente quanto aparenta ser, já estaria ganhando melhor. Seria uma classe unida que defenderia acima de qualquer motivo a ética na profissão. Se jornalista fosse realmente critico, olharia melhor para o seu próprio eu interior. Se o jornalista fosse ousado, invadiria o Congresso e exigiria que a profissão fosse reconhecida.

Uma carreira que, em pleno século 21, ainda está em estudo no Congresso nacional para ser aprovada como uma ciência que necessita de ensino superior para poder praticar… É ridículo. E como diz um querido colega…reflitam…ou quem sabe um pouco de mel para adoçar a boca? E amenizar o amargo.

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Por Ivana Dalmás

O governo e o Comitê Olímpico Brasileiro -COB, mostraram o Rio de Janeiro para o mundo e fizeram uma linda campanha para conseguir ser sede, porém não adiantará se os verdadeiros astros estão sem investimentos e muitos deles pararem. O presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, destacou a necessidade de recursos e investimentos no esporte olímpico do país. Ele citou valores investidos por outros países durante a preparação para os Jogos de Pequim, até 10 vezes maiores do que o montante nacional. Esse investimento deverá ser atrelado às pretensões nos Jogos da cidade e também para o futuro, revela o presidente. Nuzman comentou a carência de infra-estrutura esportiva no Brasil e a falta de técnicos.

A falta de investimento até mesmo em estrutura e no esporte amador preocupa federações estaduais. Em Alagoas, por exemplo, projetos e leis de incentivo deveriam ser criados para os atletas treinar desde cedo e participar de campeonatos para atingirem um alto nível. Além disso, o diretor técnico da Confederação Brasileira de Triátlon, Marco La Porta, destaca a importância de atletas terem condições de treinamento em seus estados de origem contribuindo para o crescimento nacional da modalidade. “O esporte não vive sem ídolos. Se cada estado revelar dois ou três jovens atletas ao ano, teremos mais de 60 jovens competindo em alto nível”.

Daniele Hypólito reclamou no twitter a falta de apoio dos patrocinadores. A ginasta se disse triste com a falta de incentivo, desde julho ela não tem mais o patrocínio de um banco, e recebe salário pago pelo Flamengo e pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). “O que você acha de 2016? Se não estão investindo agora nos atletas, se não estão olhando para 2012, que é daqui dois anos, imagina como será 2016…”, diz a atleta. Daniele revela estar intranqüila e lamenta os anos de história e vitórias que podem não contar, mas admite não desistir.