Por Maurício Rebellato

O Natal está chegando e o ano findando. Esta sensação parece cada vez chegar mais cedo a cada ano, diminuindo a nossa relação tempo x espaço. Quantas coisas queríamos ter feito em 2010 e que foram adiadas? Aqueles objetivos que destacamos em nosso pensamento no final de 2009 foram alcançados? Eu lutei para concretizá-los ou simplesmente adiei?

Neste ano muitas coisas aconteceram e sucederam-se rapidamente, como a Copa do Mundo de futebol e as eleições, nas quais dedicamos tempo e que já passaram. Nossos dias movimentados pelo trabalho, estudos, vida afetiva e relações familiares, encurtam o tempo que temos para alcançar nossas metas. “Até parece desculpa, mas não deixa de ser, não é?

Sites, vitrines e revistas começam a trazer fotos ou objetos que nos remetem ao Natal e isso nos traz ainda mais correria. Os finais de semana de dezembro já estão comprometidos para muitos de nós e, apóiam-se basicamente no consumismo. Amigo secreto da empresa, jantar do grupo da canastra, ação social do bairro, presentes para entregar, enfim, as tradicionais programações de dezembro e que empenham também nosso 13º salário.

Mas você já pensou se não houvesse tudo isso? O ser humano vive em sociedade e suas ações são muitas vezes pautadas por ela. Sendo assim constitui-se como sujeito histórico no contexto que está inserido, na cultura que convive com outros seres humanos. A vida com certeza não teria graça ou sentido se vivêssemos isolados em uma ilha. O clima de solidariedade e amor que parece acender com as luzes de natal, contagia, faz-nos sentir melhor. Mesmo que briguemos o ano todo com uma pessoa, o abraço dado nessa época acalma, solidifica relações.

Temos aqui o ônus e o bônus dessas festividades. Mas como quase tudo em nossa vida apresenta dois lados, é importante preparar a porta da nossa casa, para que quando o Papai Noel bater nela, possamos recebê-lo com carinho, amor e alegria – com o verdadeiro espírito natalino.